Esta página reúne o escopo, o roteiro e as tarefas de cada um dos 10 encontros da mentoria da Thaisa — e vai se atualizando conforme o processo avança.
Clique em qualquer linha pra ir direto pro escopo e pras tarefas daquele encontro.
Foco: obter clareza interna e narrativa estratégica.
O que rolou: em uma sessão só (~50 minutos úteis), cobriu quase todo o roteiro de entrevista: origem familiar, a "bengala financeira" dos 18 anos de casamento, trajetória profissional em capítulos, os casos de clientes de que mais se orgulha, valores inegociáveis e crenças contra o senso comum. Um complemento por WhatsApp em 26/08 fechou quatro pendências: a decisão profissional mais arriscada, como os clientes a descrevem, o que sabe fazer que quase ninguém sabe, e uma faceta nova — a liderança em coletivos de carnaval. Só ficou em aberto o rótulo do passado que ela já não reconhece em si: pediu mais tempo pra pensar.
Foco: criar uma proposta de valor clara para ser validada.
A gente virou a chave: saiu do “quem você é” e entrou no “o que você entrega”. Não era pra descobrir se existe valor no seu trabalho — era pra dar nome, com precisão, a um valor que já existia e já tinha sido validado por clientes reais.
Você ouviu, de uma vez só, como os seus próprios clientes te descrevem no formulário de feedback:
Junto disso veio o que você mesma tinha dito que sabe fazer e quase ninguém sabe — ler o “problema por trás do problema” — e os casos de que você mais se orgulha: a cliente com TDAH que uniu os dois cartões mesmo com medo de olhar, o casal dos R$400 mil de herança parados por medo, a cliente em divórcio que quase não pediu nada e conseguiu R$500 mil.
Nada ali te surpreendeu. A sua reação foi “é isso mesmo que eu faço” — e, logo depois, “tem que botar isso no Instagram”.
Que a trava não é de clareza. Você enxerga o seu valor quando ele aparece na sua frente. A trava é de promessa — o receio de prometer uma entrega que depende também da participação do cliente, num projeto com número de encontros fechado.
E embaixo dela, a frase sua que virou o eixo desta fase: “as pessoas não esperam uma transformação de comportamento, esperam resultados financeiros”.
“Eu ajudo jovens adultos a ter clareza financeira, através do meu jeito único, mesmo quando isso não parece possível.”
Não é slogan: é a sua proposta de valor formatada numa frase — e é ela que a gente lapida agora, no Encontro 3.
Antes de entrar no assunto de hoje, vamos conferir juntas o que deu pra fazer desde o Encontro 2. O que não rolou a gente ajusta na hora — marca só o que está pronto.
Se faltou rodar, o prompt está aqui — e lembra do ajuste que a gente combinou: rode por cliente, juntando todas as transcrições daquele cliente numa conversa só, e depois consolide.
Você é uma estrategista de negócios e designer de serviços, especialista na metodologia da Proposta de Valor (Value Proposition Canvas, do framework Strategyzer, de Alexander Osterwalder). Vou te enviar transcrições completas de atendimentos meus com um mesmo cliente (todos os encontros dele), e em alguns casos também depoimentos de clientes. Analise esse material e me ajude a mapear, com base exclusivamente no que está escrito ali, sem inventar nada: Sobre o meu cliente: 1. Tarefas práticas (functional jobs) — o que ele está tentando resolver ou organizar na vida financeira quando me procura? 2. Tarefas sociais (social jobs) — como ele quer ser visto pelos outros (parceiro, família, sócios) depois de resolver isso? 3. Tarefas emocionais (emotional jobs) — como ele quer se sentir (mais seguro, mais leve, no controle)? 4. Dores (pains) — o que ele mais teme, o que o frustra, o que o trava antes ou durante o processo? 5. Ganhos (gains) — o que ele espera conquistar, além do óbvio (dinheiro organizado)? Sobre o que eu entrego: 6. Serviços — o que de fato acontece nos meus atendimentos, segundo os relatos? 7. Analgésicos (pain relievers) — como o meu jeito de atender alivia especificamente as dores que você identificou acima? 8. Geradores de ganho (gain creators) — como o meu jeito de atender gera especificamente os ganhos que você identificou? Traga trechos ou frases reais do material sempre que possível, pra sustentar cada ponto. Onde o material não tiver informação suficiente, me diga o que ficou em aberto em vez de preencher com suposição.
No Encontro 2 ficou claro que não falta clareza — você reconhece o próprio valor quando ele aparece na sua frente. O que falta é transformar esse valor numa promessa que você consiga sustentar sem medo. É isso que a gente vai resolver hoje. Se der certo, a Fase 2 fecha aqui.
Vamos ler juntas o que saiu da sua análise das transcrições, em três movimentos:
Qual dor dos seus clientes apareceu com mais força? Você comunica essa dor hoje, em algum lugar?
Qual ganho apareceu que você nunca tinha considerado como parte do que você vende?
Você disse, com todas as letras: “as pessoas não esperam uma transformação de comportamento, esperam resultados financeiros”. Só que você entrega as duas coisas — o comportamento, e o saldo que vem por causa dele.
Se o problema não é a entrega, será que é a ordem em que você conta a história?
Você trouxe “falar de dinheiro não é falar sobre números”, de outra planejadora. Isso é seu ou é emprestado? Qual seria a sua versão dessa mesma ideia?
E a pergunta mais importante do dia: que promessa você conseguiria fazer sem nenhum medo, sabendo que entrega em 100% dos casos?
E tem uma resposta que já saiu pronta da sua boca, pra objeção mais comum que você ouve — “preciso me organizar pra poder te contratar”: como você vai se organizar pra contratar alguém que te ajude a se organizar? Isso já é comunicação.
O material já está todo na mesa. Falta nomear.
O encontro de estrutura bancária acontece com 98% dos seus clientes e é onde mora boa parte do seu valor. Por que ele é invisível na sua comunicação?
Os conceitos que sobrevivem sem a planilha — revisão semanal, meta de consumo, a reserva como primeiro movimento do mês — são um método com nome próprio. Vale batizar?
Na análise previdenciária você abre cinco caminhos possíveis até a aposentadoria, diferente da estimativa que o governo entrega. Ninguém comunica isso. Por que você também não?
Existem três ângulos possíveis pra você falar com o seu público. Quase ninguém usa um só — a gente mistura os três, com um mais forte que os outros. A pergunta não é qual é o certo, é qual é o seu.
Se você tivesse que escolher um desses três como o que mais te representa hoje, qual seria?
E o que aconteceria se você se comunicasse só por esse ângulo, sem os outros dois?
Uma pista que já apareceu: você evita absolutos — “ninguém” é pouca gente demais, “todo mundo” é muita, “sempre” é muito tempo e “nunca” você nunca diz. Esse cuidado combina bem mais com acolhimento e honestidade do que com autoridade dura, e pode virar princípio editorial da sua marca.
Reescrevendo a frase à luz de tudo que apareceu. Dois critérios, e o primeiro é seu: não pode virar frase de para-choque de caminhão. O segundo é meu: ela precisa responder a uma objeção real de cliente, não só soar bonita.
Foco: desenvolver a primeira versão de persona para ser validada.
Foco: modelar o serviço e desenhar ofertas claras.
Foco: desenvolver expressão de marca e comunicação.
Foco: desenvolver segurança, clareza, independência e continuidade.
Coletados organicamente ao longo dos primeiros encontros, incluindo a sessão de planejamento financeiro em que a Carol é cliente.